Igreja Adventista do Sétimo Dia - Vila Santa Maria

A Visão de Ezequiel

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Hoje estive no culto e o pregador trouxe uma mensagem incrível sobre Ezequiel capítulo 1. Foi uma dessas mensagens que te fazem parar e realmente pensar na grandeza de Deus.

Ele começou comentando que o livro de Ezequiel é um livro que dificilmente as pessoas leem por completo. Quantos já leram todo o livro de Ezequiel? Ele tem algumas partes que a gente conhece: o capítulo 20 que fala sobre o sábado, o capítulo 36 sobre a transformação que Deus quer fazer no nosso coração, e o capítulo 37 sobre o vale de ossos secos. Mas o pregador disse que a parte mais interessante são os três primeiros capítulos e o capítulo 8. Ele explicou que o chamado de Ezequiel é muito profundo e semelhante ao chamado de João no Apocalipse.

O Contexto do Chamado

Depois da oração, lemos juntos Ezequiel capítulo 1, versículos 1 a 3. O pregador leu bem devagar, enfatizando cada palavra:

"Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que estando eu no meio dos exilados junto ao Rio Quebar, se abriram os céus e eu tive visões de Deus. No quinto dia do referido mês, no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim, veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao Rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor."

Ele frisou que esses três versos têm muito para nos informar. Primeiro, Ezequiel era sacerdote - ele ainda não era profeta nessa época. Era um sacerdote que tinha ido para o exílio junto com o povo de Israel.

O pregador explicou que Ezequiel estava na Babilônia confirmando as profecias de Jeremias. Enquanto Jeremias ficou em Judá aconselhando o povo a ir para o exílio e dizendo que Deus estaria com eles lá, Ezequiel estava confirmando essa promessa no próprio local do exílio.

Foi interessante quando ele aplicou isso para nós. Disse que nós também estamos em uma "Babilônia" - perguntou: "quem já não percebeu isso?" A mensagem que Ezequiel recebeu naquele tempo é a mesma mensagem que Deus envia para nós hoje. Quando estudamos Ezequiel, precisamos nos colocar na mesma situação dele.

O Momento da Visão

Um detalhe que o pregador destacou foi que a visão aconteceu quando Ezequiel tinha 30 anos. Ele explicou que na cultura judaica, 30 anos era a idade em que um sacerdote começava seu ministério oficialmente. Ezequiel deveria estar ansioso, esperando esse momento há muito tempo. Mas ele estava na Babilônia - longe do templo, longe de Jerusalém.

O pregador nos fez imaginar a frustração: você estuda a vida inteira, se prepara, e agora não pode exercer seu chamado porque está no exílio. Foi exatamente nesse momento de aparente derrota que Deus se revelou a ele de forma gloriosa.

A Visão dos Seres Viventes

Essa parte foi fascinante. Ezequiel descreve quatro seres viventes que vieram do norte. O pregador explicou que eram querubins - seres angelicais superiores. Cada um tinha quatro faces: de homem, de leão, de boi e de águia.

Ele fez questão de explicar que esses rostos não são aleatórios - representam aspectos do próprio Cristo:

Uma coisa interessante que ele mencionou: eles tinham asas e mãos de homem sob as asas. Isso mostra que mesmo sendo seres celestiais, fazem trabalho manual no serviço de Deus. Suas pernas eram retas e seus pés brilhavam como bronze polido - simbolizando firmeza e que andam de forma reta, sem se desviar.

A parte mais impressionante? Eles se moviam sem se virar. Quando queriam ir para o norte, a face do norte já estava olhando para lá. Para o sul, a face do sul já estava posicionada. O pregador disse que isso mostra a total sintonia e perfeição do serviço angelical.

As Rodas Misteriosas

Junto aos seres viventes havia rodas - rodas dentro de rodas. Essas rodas eram cheias de olhos ao redor e tinham uma propriedade incrível: podiam ir em quatro direções sem se virar. O pregador explicou o significado:

Foi legal quando ele aplicou isso de forma prática: "Será que deixamos nosso anjo do lado de fora quando entramos em casa?" Ele brincou perguntando se quando fechamos a porta dizemos "anjo, fica lá fora, não quero que entres". Claro que não! Queremos a proteção de Deus conosco onde quer que estejamos.

A Expansão e o Trono

O pregador descreveu como acima dos seres viventes havia uma expansão - como um firmamento de cristal resplandecente. E acima dessa expansão, um trono. Em cima do trono, a semelhança de um homem.

Ele foi cuidadoso em explicar que era uma representação da glória de Deus - não Deus em Si mesmo, pois ninguém pode ver Sua face e viver, mas uma manifestação de Sua glória.

Quando Ezequiel viu isso, ele caiu com o rosto em terra. O pregador comentou que essa é a reação natural quando um ser humano tem um vislumbre da glória divina. Ele lembrou que Moisés pediu para ver a glória de Deus e teve que ser escondido na fenda da rocha, e Isaías viu o Senhor no templo e disse "ai de mim, estou perdido!"

A Magnitude do Que Foi Revelado

Nesse ponto o pregador ficou bem enfático. Ele disse que precisamos entender que o que acabamos de ver não é um livro de fantasia, não é ficção científica. Isso é real. Isso existe. Ezequiel viu e tentou descrever com as palavras humanas limitadas que temos. Por isso ele disse "a semelhança de", "como se fosse" - porque não há palavras adequadas para descrever a glória celestial.

Ele fez uma comparação poderosa: o templo de Jerusalém, com toda sua glória e ouro, era apenas uma representação física e limitada do verdadeiro santuário celestial. Depois ele perguntou: quando você medita sobre isso, quando você realmente para para pensar na magnitude de Deus, na Sua glória, no Seu poder - como você pode viver uma vida medíocre?

A Abominação em Jerusalém

Depois o pregador pulou para o capítulo 8. Ele disse que esse capítulo mostra por que o povo estava no exílio. Deus leva Ezequiel em visão até Jerusalém e diz: "Filho do homem, veja o que eles estão fazendo - as grandes abominações que a casa de Israel faz aqui."

O relato é impressionante: Deus manda Ezequiel cavar na parede do templo. Quando ele cava, encontra uma porta. Deus diz: "Entra e vê as terríveis abominações que eles fazem aqui."

O pregador explicou que os líderes religiosos, os sacerdotes, estavam adorando ídolos dentro do próprio templo de Deus! Por fora havia aparência de piedade, mas por dentro, escondido, havia idolatria.

Foi por isso que o povo foi para o exílio. Não foi porque Deus os abandonou - foi porque eles abandonaram a Deus.

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